Foto: Marissol Mendes
Léguas e léguas de poesias
De canções, de sonhos ao entardecer
O tempo parava no ar
Como um sol, que tentava descer
Tudo era mágico
Tudo tinha um sabor de hortelã
Como um beijo de quem se ama
Como fazer amor de manhã.
Era sublime sonhar
E sonhar era tão preciso
Como precisa do mar
A vela, a pesca, o paraíso
Um jeito de matuto
Achando pra tudo um jeito
Assim como se o próprio mundo
Fosse só seu por direito.
Direito de ter alegria
De ser livre e de sonhar
De orar ao final do dia
E ao som da viola cantar
Espantar a melancolia
Na linha, na vara, no anzol
Sentir da tarde a poesia
Em cada cair do sol.
(Antonio Elias)

Nenhum comentário:
Postar um comentário